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Como revisar uma tradução

Essa página descreve como você, tradutor do GNOME, pode conferir sua tradução antes de colocá-la no Damned Lies; ou como você pode revisar a tradução de outro tradutor antes dela ser enviada ao repositório GIT do GNOME.

Como foi discutido em outubro de 2007 (link quebrado), todos os tradutores devem revisar suas traduções antes de enviá-las ao Damned Lies.

Verificando créditos de tradução e outras questões cosméticas

É sempre bom lembrar de verificar detalhes cosméticos nos catálogos, por mais que o essencial na tradução seja a sua boa qualidade e sua devida contextualização. A páginas Guia do Tradutor e Guia de Estilo trazem muitas informações neste sentido, porém ressaltamos aqui alguns outros pequenos detalhes:

  • Cabeçalho LastTranslator do catálogo: Se você usou um editor de texto, certifique-se de atualizar o nome e o e-mail do último tradutor (não do revisor).
  • Cabeçalho PO-Revision-Date do catálogo: Se você usou um editor de texto, certifique-se de atualizar a data e a hora da tradução.
  • Ano do catálogo: Na linha de Copyright (geralmente a segunda linha do catálogo), o último ano deve ser atualizado para o mesmo ano da edição do catálogo
  • Ano de atuação do tradutor: Lembre-se de atualizar/acrescentar o ano de atuação na tradução aos créditos, separando os anos com vírgula.
  • msgid "translator-credits": Trata-se de mensagem especial na qual deve constar "NOME SOBRENOME <E-MAIL>, YEAR1[, YEAR2...]" em cada linha para cada tradutor que contribuiu para o catálogo.

Note que as ferramentas de tradução, com suporte a Gettext, atualizam automaticamente os campos LastTranslator, PO-Revision-Date. Virtaal atualiza, inclusive, o ano de atuação do tradutor no começo do arquivo.

Validando um catálogo com o msgfmt, o pofilter e virtaal

Antes de enviar uma tradução para o Damned Lies, é muito interessante revisar e "validar" a tradução. O Damned Lies acusará se houver um erro de sintaxe no arquivo Gettext, porém você apenas encontrará informações detalhadas executando validação por conta própria. Os comandos abaixo irão ajudar no trabalho de localizar pequenos erros na tradução, tornando o trabalho dos revisores menos cansativo e/ou melhorando a tradução.

msgfmt

O utilitário msgfmt faz parte do pacote gettext. Apesar de ele verificar poucos erros, alguns destes não são apontados por outras ferramentas. Ele acusará em qual linha está cada erro de sintaxe, facilitando a detecção do erro no catálogo. A sintaxe é:

msgfmt -cvo /dev/null arquivo.VERSAO.pt_BR.po

pofilter

O pofilter faz parte do pacote translate-toolkit e verifica mínimos detalhes do arquivo (cuidado, nem tudo apontado é erro). Recomenda-se o uso da opção --gnome, a qual utiliza o estilo de mensagens do GNOME, e da opção --lang, que utiliza motores e dicionários de verificação ortográfica para acusar erros de escrita em português. Mantendo o catálogo aberto em sua ferramenta de tradução, execute o seguinte comando no terminal:

pofilter --gnome --lang=pt_BR arquivo.po | less

virtaal

A ferramenta de tradução Virtaal, que é dos mesmos desenvolvedores do pofilter, também é uma opção gráfica interessante para revisão de catálogos de tradução. Nela, você pode selecionar modo de navegação "Verificações de qualidade" e selecionar o filtro desejado, como, por exemplo, erros ortográficos, espaços no final da mensagem, acrônimos, etc. (lembrando: cuidado, que nem tudo apontado é erro).

Tirando dúvidas com leitura do código fonte

Em algumas situações, você pode se deparar mensagens ambíguas. Em outras, a mensagem a ser traduzida possui variáveis (%s) colocadas de forma que dificulta saber se, por exemplo, trata-se de uma quantidade (ex.: %d lines > 10 linhas) ou nome de um programa (ex.: %d lines > linhas de FOOBAR).

Ao se deparar em uma situação como essa, é interessante que você acesse o arquivo no código fonte no qual se encontra a mensagem a ser traduzida. Para saber qual é esse arquivo e em que linha, basta ver qual a localização em #: na mensagem do catálogo.

Vejamos o exemplo abaixo, retirado do pacman do Arch Linux:

#: src/pacman/query.c:86
#, c-format
msgid "%s is owned by %s %s\n"
msgstr "%s pertence a %s %s\n"

Ao analisar o arquivo src/pacman/query.c, na linha 86 (e 87), pode-se presumir que a primeira variável é um nome de arquivo, a segunda é o nome do pacote e a terceira é a versão do pacote. Vejamos:

printf(_("%s is owned by %s %s\n"), filename,
            alpm_pkg_get_name(info), alpm_pkg_get_version(info));

Verificando tradução usando programa compilado no JHBuild

Para conhecer como está um programa, com todas suas modificações, novas mensagens e design, você pode usar o JHBuild, uma ferramenta para compilar todo o ambiente do GNOME a partir do código fonte.

Trata-se de uma solução de validação e verificação avançada, pois requer hardware (CPU, Memória RAM, espaço em disco, etc.) e certas configurações técnicas. Inclusive, podem aparecer mensagens de erro de compilações que sejam complexas demais para não-desenvolvedores - quando isto acontece com você, não perca tempo neste método.

Para usar o JHBuild para verificar tradução, você basicamente precisará:

  • Instalar o JHBuild
  • Configurar o arquivo de configuração jhbuildrc
  • Instalar dependências e compilar pacote
  • Uma vez compilado com sucesso, execute o programa

Para mais informações técnicas sobre o uso do JHBuild, veja seu manual.

rev 5 em 16 Mar 2016 por RafaelFontenelle
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