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Guia de estilo de tradução do GNOME

Essa página da equipe brasileira de tradução do GNOME reúne as informações complementares ao Guia do tradutor para obtermos uma interface mais usável, acessível e agradável. Se você não encontrar uma informação aqui, consulte as diretrizes de interface do GNOME, o guia de estilo do GNOME, o manual de documentação do GNOME, e o antigo guia de estilo da Conectiva.

Sumário

Maiusculização

As iniciais maiúsculas são reservadas para nomes próprios, primeira palavra das frases, e títulos de documentos. Save As..., por exemplo, deve ser traduzido como Salvar como.... Da mesma forma, títulos de seções de um documento de ajuda não devem ter iniciais maiúsculas; veja, por exemlo, o nome dessa página: Guia de estilo de tradução do GNOME.

Para ajudar na correção de traduções que ainda usam as regras de maiusculização da língua inglesa, use o script muda-iniciais disponível na página FerramentasDeTraducao.

Aspas

As aspas devem ser "duplas, retas". Em inglês é comum usar 'aspas simples', às vezes usando `crase para abrir aspas'; em português as aspas simples são reservadas para uso dentro de aspas duplas (exemplo: "Pressione 'OK' para continuar."). Alguns catálogos também usam “aspas duplas curvas” (AltGr+v e AltGr+b), mas, pela dificuldade de digitação, preferimos as retas. Devido à estrutura dos catálogos de mensagem, é importante que as aspas sejam escapadas, ou seja, \"precedidas de barra invertida\". Algumas ferramentas de tradução já cuidam disso automaticamente; na dúvida, é só olhar como estão as traduções antigas.

Para ajudar na correção de traduções que ainda usam as regras de maiusculização da língua inglesa, use o script muda-aspas disponível na página FerramentasDeTraducao.

Tempo e modo verbal

Como podemos notar depois de fazer tantas traduções, o inglês não possui a quantidade de declinações, nem de flexões de modo e tempo verbal presentes nas línguas românicas, das quais o português faz parte. E isso tende a dificultar um pouco o trabalho de tradução. Por exemplo, Open a File poderia ser ao mesmo tempo um comando (Abrir um arquivo), uma descrição do que um comando faz (Abre um arquivo) ou ainda um comando ao usuário para seguir em frente (Abra um arquivo). (Nota: Abre um arquivo seria Opens a File, mas na prática os autores originais não se dão ao trabalho de diferenciar, e fica tudo Open a File.)

A seguir são apresentados os modos e tempos verbais e seus usos, bem como as dicas de como detectar cada caso. As dicas consistem geralmente em observar as linhas de comentário que começam com #:, que são mensagens automáticas geradas pelo gettext e que dizem de qual arquivo a tradução foi retirada.

Caso as dicas não sejam sufucientes para decidir o tempo verbal da tradução, você pode espiar o código-fonte ou pedir a opinião de outros membros da equipe. De qualquer forma, se a dificuldade em escolher o tempo verbal for culpa do desenvolvedor do aplicativo, ou seja, se ele não nos tiver deixado informações suficientes para traduzir corretamente, então você deverá abrir um relatório de erro para o aplicativo, notificando os desenvolvedores da situação. Enquanto o problema não for resolvido, você deverá deixar a mensagem afetada sem tradução, mas poderá prosseguir traduzindo o resto do catálogo.

Infinitivo

O infinitivo é usado nos menus (nome de menu, de submenu e de item de menu); em botões de comando e outros controles (widgets); e em descrições curtas de chaves de configuração (ver abaixo).

Nesses casos, as mensagens costumam ser muito curtas; não têm ponto final, a não ser quando terminam em reticências. No caso de menus e botões, a mensagem estará em iniciais maiúsculas. Mensagens com teclas de acesso (como nos dois primeiros exemplos abaixo) praticamente sempre são traduzidas no infinitivo: itens de menu; botões; rótulos de caixas de verificação (checkboxes, como nos diálogos de preferências) etc.. Em grande parte dos casos, será possível observar que, próximo a essas mensagens curtas, existem mensagens longas correspondentes, que deverão ser traduzidas no presente (ver abaixo). As mensagens podem vir de arquivos .c, .h, .py etc., de acordo com a linguagem, mas também de arquivos .glade, .ui, .schemas.in e outros. Nesses últimos casos, o comentário automático exibirá o nome do arquivo com um ".h" ao final, mas isso não importa.

Esse é um exemplo de item de menu:

#: ../gedit/gedit-ui.h:60
msgid "_Open..."
msgstr "_Abrir..."

Esse é um exemplo de botão de comando:

#: ../extensions/error-viewer/ephy-error-viewer-extension.c:104
msgid "Check _Links"
msgstr "Verificar _links"

Esse é um exemplo de descrição curta de chave de configuração:

#: ../extensions/smart-bookmarks/smart-bookmarks.schemas.in.h:1
msgid "Open search result in new tab"
msgstr "Abrir os resultados da pesquisa em uma nova aba"

Presente

Sempre que a mensagem descrever algo, o verbo principal deverá ser conjugado no presente. Isso se aplica, por exemplo, a dicas de ferramentas (tooltips); a mensagens de barra de status; a descrições longas de chaves de configuração (ver abaixo); e a descrições de miniaplicativos, plug-ins e similares (essas descrições são exibidas em diálogos de habilitação e remoção desses suplementos).

As mensagens traduzidas no presente são mais longas que as traduzidas no infinitivo, e aquelas servem justamente para explicar o funcionamento destas. Muitas vezes um olhar panorâmico no catálogo de configuração vai permitir que o tradutor perceba um grupo de mensagens no infinitivo, seguidas de um grupo de mensagens no presente; ou então de mensagens no infinitivo e no presente, intercaladas. As mensagens a serem traduzidas no presente costumam terminar em ponto final, embora isso nem sempre aconteça.

Cada um dos exemplos abaixo corresponde a um dos exemplos acima. O primeiro exemplo é a mensagem exibida na barra de status quando o item de menu é selecionado. No caso, não há ponto final, embora isso não seja uma regra.

#: ../gedit/gedit-ui.h:61 ../gedit/gedit-window.c:1463
msgid "Open a file"
msgstr "Abre um arquivo"

Essa é a descrição daquele botão de comando:

#: ../extensions/error-viewer/ephy-error-viewer-extension.c:106
msgid "Display invalid hyperlinks in the Error Viewer dialog"
msgstr "Exibe hiperlinks inválidos no diálogo Visualizador de erros"

Essa é uma descrição longa de chave de configuração:

#: ../extensions/smart-bookmarks/smart-bookmarks.schemas.in.h:2
msgid "Open search result in new tab if true, in new window if false"
msgstr ""
"Abre os resultados da pesquisa em uma nova aba se verdadeiro, ou em uma "
"nova janela se falso."

Esse exemplo não tem correspondência na seção anterior; é a descrição de uma extensão do Epiphany:

#: ../extensions/actions/ephy-actions-extension.c:113
msgid "Customize actions"
msgstr "Personaliza ações"

Imperativo

O imperativo é usado para a tradução da descrição dos programas. Essa descrição está em inglês em arquivos .desktop.in, que junto ao catálogo de mensagens será usado durante a compilação para gerar os arquivos .desktop. A descrição é então exibida quando o ponteiro do mouse repousa sobre um ícone da área de trabalho; sobre um lançador no painel do GNOME; ou em um item dos menus Aplicativos, Locais e Sistema. Exemplo:

#: ../data/paperbox.desktop.in.in.h:1
msgid "Browse and tag your documents"
msgstr "Navegue e marque seus documentos"

Além disso, o imperativo é muito usado na tradução de ajuda. See also, por exemplo, é traduzido como Veja também, em vez de Ver também.

Gerúndio

O gerúndio é empregado com frequência na tradução de títulos de subseções da ajuda de um aplicativo. To Encrypt Files in an Archive, por exemplo, é equivalente a Encrypting Files in an Archive, e deve ser traduzido como Criptografando arquivos em um pacote.

Chaves de configuração do GConf

Alguns catálogos de mensagens contém mensagens cujo arquivo de origem é algo como NOME.schemas.in.h. Na verdade, os arquivos são NOME.schemas.in, e na hora de compilar o programa eles darão origem (junto aos catálogos de mensagem) aos arquivos NOME.schemas, que armazenam a estrutura das chaves de configuração do programa. Cada chave de configuração tem uma descrição curta e uma descrição longa. Quase sempre a descrição longa tem um ponto final, e a curta, não. Se for necessário, o tradutor tirar a dúvida espiando o código fonte (é só pedir orientação na lista de discussão). Para um exemplo, veja essa imagem ou abra o Editor de Configurações (comando gconf-editor).

Além de seguir as diretrizes do GNOME para chaves de configuração, os tradutores devem:

  • Sempre terminar as descrições curtas sem ponto final, e as longas com ponto final, mesmo que no original não esteja assim.
  • Preferencialmente manter o verbo principal no infinitivo, nas descrições curtas; e conjugar no presente, nas descrições longas (ver acima).
  • Preferencialmente traduzir Whether to do (or not) ... como Fazer ... nas descrições curtas, e como Faz ou não ... na longas.

É necessário pestar atenção especial a termos que estejam entre aspas duplas no original. Esses termos devem ser mantidos exatamente como no original! Para um exemplo, confira a respectiva seção no Guia de Localização para Desenvolvedores. Se você encontrar uma mensagem com um termo desses mas que não esteja entre aspas duplas, abra um relatório de erro para o produto em questão (não para a equipe de tradução).

O pofilter, ferramenta do Translate Toolkit para detecção de possíveis erros de tradução, tem um filtro que confere se valores literais foram traduzidos. Esse teste também é invocado como parte da rotina do script review, mencionado na página FerramentasDeTraducao.

Convenções de documentação

Conforme definido em 01/02/2013, abaixo seguem algumas convenções a serem utilizadas para tradução de documentações Gnome:

Termo original         Deve ser traduzido como
"Getting Started" "Primeiros passos"
   

Miscelânia

Apesar de copyright ser geralmente traduzido como direitos autorais, em mensagens curtas como a dos diálogos Sobre o Aplicativo é melhor usar o termo copyright, mesmo. Referência: Cyberdúvidas da Língua Portuguesa.

rev 4 em 02 Feb 2013 por EnricoNicoletto
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