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Guia de Estilo de Tradução da Interface do GNOME para o Português do Brasil

Esta é uma página da equipe brasileira de tradução do GNOME. Esse documento estende as Diretrizes de Interface Humana (HIG) do GNOME onde necessário, e ressalta as particularidades do idioma português. Existe ainda o Guia de Estilo da Conectiva, que (como o nome indica) está infelizmente sem manutenção há muitos anos; além disso, seu foco era documentação, não interface. Confira também os erros freqüentes de tradução.


Sumário



Iniciais maiúsculas

Seguimos as diretrizes de maiusculização do idioma inglês.

Tempo e modo verbal

Como podemos notar depois de fazer tantas traduções, o inglês não possui a quantidade de declinações, nem de flexões de modo e tempo verbal presentes nas línguas românicas, das quais o português faz parte. E isso tende a dificultar um pouco o trabalho de tradução. Por exemplo, Open a File poderia ser ao mesmo tempo um comando (Abrir um Arquivo), uma descrição do que um comando faz (Abre um Arquivo) ou ainda um comando ao usuário para seguir em frente (Abra um arquivo). (Nota: Abre um Arquivo seria Opens a File, mas na prática os autores originais não se dão ao trabalho de diferenciar, e fica tudo Open a File.)

Então, para melhor traduzir um texto em especial do inglês para o português, devemos compreender sua função exata dentro da aplicação ou do ambiente a que faz parte. Para distinguir todas essas funções diferentes, a equipe de tradução criou uma lista de tempos e modos verbais para cada uma dessas funções, que são aplicáveis a elementos em comum a todas as aplicações e/ou ao ambiente como um todo.

No entanto, está criado um problema. É preciso, antes de mais nada, descobrir a função de cada frase do texto original. E os arquivos que armazenam a tradução (aqueles que possuem a extensão .PO) não trazem dentro deles nenhuma informação semântica que nos permita saber com exatidão o propósito de cada porção de texto. A melhor forma de descobrir isso seria executando a própria aplicação e vasculhando cada janela e controle da interface gráfica ‒ sem esquecer o texto de saída da linha de comando ‒ em busca da correspondência entre cada string de texto e seu propósito (e é isso que geralmente é feito!). Mas é uma tarefa muito trabalhosa e, mesmo assim, existem casos em que não é possível encontrar todo e qualquer o texto presente no arquivo .PO.

Então, o que se faz na prática para acelerar o processo é usar algumas dicas deixadas no próprio arquivo .PO para nos ajudar a decifrar a função de cada pedaço de texto.

A seguir são apresentados os modos e tempos verbais e seus usos, bem como as dicas de como detectar cada caso. As dicas consistem geralmente em observar as linhas de comentário que começam com #:, que são mensagens automáticas geradas pelo gettext e que dizem de qual arquivo a tradução foi retirada. Os modos e tempos verbais são:

Infinitivo

O infinitivo é usado nos menus (nome de menu, de submenu e de item de menu); em botões de comando e outros controles (widgets); e em descrições curtas de chaves de configuração (ver abaixo).

Nesses casos, as mensagens costumam ser muito curtas; não têm ponto final, a não ser quando terminam em reticências. No caso de menus e botões, a mensagem estará em iniciais maiúsculas. Mensagens com teclas de acesso (como nos dois primeiros exemplos abaixo) praticamente sempre são traduzidas no infinitivo: itens de menu; botões; rótulos de caixas de verificação (checkboxes, como nos diálogos de preferências) etc.. Em grande parte dos casos, será possível observar que, próximo a essas mensagens curtas, existem mensagens longas correspondentes, que deverão ser traduzidas no presente (ver abaixo). As mensagens podem vir de arquivos .C, .H, .PY etc., de acordo com a linguagem, mas também de arquivos .GLADE, .SCHEMAS.IN e outros. Nesses últimos casos, o comentário automático exibirá o nome do arquivo com um ".H" ao final, mas isso não importa.

Esse é um exemplo de item de menu:

#: ../gedit/gedit-ui.h:60
msgid "_Open..."
msgstr "_Abrir..."

Esse é um exemplo de botão de comando:

#: ../extensions/error-viewer/ephy-error-viewer-extension.c:104
msgid "Check _Links"
msgstr "Verificar _Links"

Esse é um exemplo de descrição curta de chave de configuração:

#: ../extensions/smart-bookmarks/smart-bookmarks.schemas.in.h:1
msgid "Open search result in new tab"
msgstr "Abrir os resultados da pesquisa em uma nova aba"

Presente

Sempre que a mensagem descrever algo, o verbo principal deverá ser conjugado no presente. Isso se aplica, por exemplo, a dicas de ferramentas (tooltips); a mensagens de barra de status; a descrições longas de chaves de configuração (ver abaixo); e à descrições de miniaplicativos, plug-ins e similares (essas descrições são exibidas em diálogos de habilitação e remoção desses suplementos).

As mensagens traduzidas no presente são mais longas que as traduzidas no infinitivo, e aquelas servem justamente para explicar o funcionamento destas. Muitas vezes um olhar panorâmico no catálogo de configuração vai permitir que o tradutor perceba um grupo de mensagens no infinitivo, seguidas de um grupo de mensagens no presente; ou então de mensagens no infinitivo e no presente, intercaladas. As mensagens a serem traduzidas no presente costumam terminar em ponto final, embora isso nem sempre aconteça.

Cada um dos exemplos abaixo corresponde a um dos exemplos acima. O primeiro exemplo é a mensagem exibida na barra de status quando o item de menu é selecionado. No caso, não há ponto final, embora isso não seja uma regra.

#: ../gedit/gedit-ui.h:61 ../gedit/gedit-window.c:1463
msgid "Open a file"
msgstr "Abre um arquivo"

Essa é a descrição daquele botão de comando:

#: ../extensions/error-viewer/ephy-error-viewer-extension.c:106
msgid "Display invalid hyperlinks in the Error Viewer dialog"
msgstr "Exibe hiperlinks inválidos no diálogo Visualizador de Erros"

Essa é uma descrição longa de chave de configuração:

#: ../extensions/smart-bookmarks/smart-bookmarks.schemas.in.h:2
msgid "Open search result in new tab if true, in new window if false"
msgstr ""
"Abre os resultados da pesquisa em uma nova aba se verdadeiro, ou em uma "
"nova janela se falso."

Esse exemplo não tem correspondência na seção anterior; é a descrição de uma extensão do Epiphany:

#: ../extensions/actions/ephy-actions-extension.c:113
msgid "Customize actions"
msgstr "Personaliza ações"

Imperativo

O imperativo só é usado para a tradução da descrição dos programas. Essa descrição está em inglês em arquivos .DESKTOP.IN, que junto ao catálogo de mensagens será usado durante a compilação para gerar os arquivos .DESKTOP. A descrição é então exibida quando o ponteiro do mouse repousa sobre um ícone da área de trabalho; sobre um lançador no painel do GNOME; ou em um item dos menus Aplicações, Locais e Sistema. Exemplo:

#: ../data/paperbox.desktop.in.in.h:1
msgid "Browse and tag your documents"
msgstr "Navegue e marque seus documentos"


Chaves de configuração

Alguns catálogos de mensagens contém mensagens cujo arquivo de origem é algo como NOME.schemas.in.h. Na verdade, os arquivos são NOME.schemas.in, e na hora de compilar o programa eles darão origem (junto aos catálogos de mensagem) aos arquivos NOME.schemas, que armazenam a estrutura das chaves de configuração do programa. Cada chave de configuração tem uma descrição curta e uma descrição longa. Quase sempre a descrição longa tem um ponto final, e a curta, não. Se for necessário, o tradutor tirar a dúvida espiando o código fonte (é só pedir orientação na lista de discussão). Para um exemplo, veja essa imagem ou abra o Editor de Configurações (comando gconf-editor).

Além de seguir as diretrizes do GNOME para chaves de configuração, os tradutores devem:

  • Sempre terminar as descrições curtas sem ponto final, e as longas com ponto final, mesmo que no original não esteja assim.
  • Preferencialmente manter o verbo principal no infinitivo, nas descrições curtas; e conjugar no presente, nas descrições longas (ver acima).
  • Preferencialmente traduzir Whether to do (or not) ... como Fazer ... nas descrições curtas, e como Faz ou não ... na longas.


Miscelânia

As aspas devem ser "duplas, retas". Em inglês é comum usar 'aspas simples', às vezes usando `crase para abrir aspas'. Poderíamos usar “aspas duplas curvas” (AltGr+v e AltGr+b), mas, pela dificuldade de digitação, preferimos as retas. Devido à estrutura dos catálogos de mensagem, é importante que as aspas sejam \"precedidas de barra invertida\". Algumas ferramentas de tradução já cuidam disso automaticamente; na dúvida, é só olhar como está nas traduções antigas. O seguinte comando corrige as aspas (observe que o seu terminal deve estar configurado para aceitar caracteres unicode):


msgfilter --keep-header sed "s/[\`'“”]\([^\`'“”]*\)['”]/\\\"\1\\\"/g" \
< catálogo-antigo.po > catálogo-novo.po

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rev 13 em 14 Feb 2012 por MarioSilva?
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