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MOVIMENTO HIP-HOP ORGANIZADO BRASILEIRO


Nas quebradas somos Hip-Hop, juntos somos MHHOB

Nos mudamos para http://mhhob.midiatatica.org

Onde Estamos

Coloquei em odem alfabética e, como não lembrei o nome de todas as posses, só coloquei as que conseguia lembrar

  • Acre
    • Núcleo de Hip Hop Mocambo
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    • Força Amapaense de Hip-Hop
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    • Complô Foice Martelo
    • Núcleo Rotação

Os Projetos nos Estados

Projetos já realizados

  • Movimento Enraizados (RJ)
    • Coletânea Raiz do Hip Hop - Março de 2005
    • São Gonçalo In Rap - Julho de 2005
    • Anonimato Hip-Hop - Outubro de 2005

Projetos em Andamento

  • Movimento Enraizados (RJ)
    • Zine Voz Periférica
    • Encontrão - ocorre mensalmente
    • Boladão - ocorre quando dá

Rádio Comunitária

Movimento Enraizados (RJ)

  • Mídia FM 90,9

Agenda Nacional

Relatórios das Reuniões


Ata das reuniões de 13 e 14/03/2004, em Brasília- DF
Abertura
P. A. iniciou com informes sobre a organização desse primeiro evento do MHHOB e as estratégias utilizadas para custeá-lo, com tentativas junto ao Ministério da Educação e então com sucesso no Ministério da Cultura. As verbas conseguidas puderam cobrir os valores das passagens e da estadia de todos os participantes que vieram à Brasília. Thomaz levantou alguns conflitos percebidos na organização do encontro, enfatizando seu desejo de participar da construção de um outro hip hop, engajado e político. Mara falou da necessidade dessa construção ser feita pelas pessoas do próprio movimento, fugindo da dependência financeira e ideológica dos aparatos. Carla ressaltou que todos os presentes já conheciam as dificuldades enfrentadas na militância do h2, tendo um histórico de atuação em seus Estados e sabendo dos ônus envolvidos na organização de eventos, projetos, discussões, mobilização política e sendo portanto suficientemente maduros para não esperar soluções prontas do MHHOB, tendo ao contrário consciência da necessidade de se doar para que este movimento seja construído. �Somos todos bem resolvidinhos.
Ainda outras pessoas tiveram falas no sentido de afirmar o compromisso com um hip hop diferente, engajado e que se contraponha ao hip hop comercial que vem sendo feito por aí.
Informes das atividades nos Estados

Paraná - Cipó relatou um pouco de suas experiências em Curitiba, no Paraná, e falou da necessidade de criar-se um estatuto para o MHHOB e formular projetos, como já vem sendo feito com grupos em sua região � o que é importante para que se possa ter concretamente um plano de atuação.

Rio Grande do Sul - Fabiana Menini contou do projeto que vem liderando com sucesso, o Trocando Idéia, e que tem alavancado oficinas, boas discussões e interação entre as pessoas e grupos mobilizados. O projeto tem sido bancado por empresas privadas e bancos, além de parcerias com o Ministério da Cultura � RS.

Brasília/ DF - Thomaz também falou de seu programa de rádio no DF, e do alcance que este tem tido na região, atingindo especialmente a comunidade carcerária. As mulheres dos presídios participam escrevendo, pedindo músicas, mandando graffites e contando da importância que tem o programa e o h2 em seu cotidiano, relatando seus conflitos e sentimentos e trazendo novas perspectivas.

São Paulo - Deivison fez um balanço do que foi a experiência do Fórum Paulista, sinalizando-o como um meio muito heterogêneo de posições políticas e demonstrando que há �vários hip hops� em São Paulo. Ângela também falou das atividades das quais tem participado, defendendo que elas têm mostrado que a autonomia financeira é possível. Mara reiterou a necessidade de nos afirmarmos, negando a dependência de partidos, sindicatos, empresas e ong�s.

Bahia - Júnior e Lika relataram que, em Vitória da Conquista, as atividades ligadas ao h2 começaram a acontecer há poucos anos, com o apoio e orientação de Suzete Lima (PT), que organizou oficinas, debates e intercâmbios com grupos de outras localidades. Houve uma boa aceitação e o movimento se expandiu. Recentemente pôde ser realizado um Encontro Estadual de H2 e, nas últimas semanas, um Encontro de Mulheres do H2. Os debates mais freqüentes são sobre a questão racial.

Histórico do MHHOB

Lamartine contou um pouco sobre sua militância e sobre as origens do FAVELAFRO e do CLÃ NORDESTINO. O MHHOB, projeto sério que já vem sendo há muito tempo idealizado, não é um tiro ao alto, proposto por aventureiros. As tentativas de organizar o movimento h2 no Brasil remontam ao início da década de 90. As experiências acrescentaram muito ao Clã e ao Favelafro, mas também trouxeram frustrações que fazem do MHHOB a �última cartada�. A perspectiva maior é a de termos um grupo com um mínimo de afinidades políticas.

Debates e discussões
Tabita: colocou em questão a necessidade de levantamento e definição de nossas afinidades políticas, para que se possa analisar com quem podemos ou não desenvolver projetos/ construir o movimento. Sua maior barreira pessoal, devida ao seu posicionamento político, é a de trabalhar em parceria com ong�s e/ ou estar atrelado com o governo.
P.A.: declarou ser �tranqüilo� receber dinheiro de quem quer que seja, incluindo-se o governo. A questão é saber �jogar o jogo� e manter nossa independência político-ideológica, não permitindo que haja manipulação ou que se use o movimento em nome de interesses partidários, comerciais etc.

Mara: encaminhando o direcionamento político, propôs como princípio fundamental do movimento o caráter anti-capitalista, sendo suas estratégias de atuação conseqüentes com esse princípio.

Lamartine: analisou a convergência com o anti-capitalismo como geral entre os participantes, sendo divergência a questão do envolvimento com ong�s e aparatos estatais. Para ele, o melhor caminho é apontar para a autonomia dos Estados, para que estes decidam suas posições e estratégias de acordo com suas próprias realidades.

Nando: vê como positivo o fato de estarmos afunilando nossas posições políticas. É importante saber quem somos � �ninguém aqui é de direita: somos todos esquerda, contra o capitalismo, contra esse sistema que está aí�. Frisou também a necessidade de fomentar a auto-gestão. Toddy: confessou alguns conflitos pessoais, como a questão do hip hop ser também a forma de sustento de algumas pessoas. Acha preocupante que o grafite esteja envolvido com trabalhos seculares, comerciais, levando essas atividades em nome do hip hop.

Thomaz: encanado com o discurso anti-capitalista e a obrigação de conviver com o capitalismo. Até onde podemos ir sem sermos incoerentes? Seremos tão oportunistas quanto os políticos que criticamos? Cederemos diante das facilidades e oportunidades do poder? Vamos nos filiar e fazer parcerias quando nos convier?

Lamartine: ser revolucionário NÃO significa que vamos militar sem ganhar dinheiro. A questão é que isso não é um fim, mas um meio. SER FINANCIADO NÃO SIGNIFICA SER COOPTADO.

(14/ 03)

Ghóez: Ausências no encontro. Algumas justificáveis, outras demons-trando a falta de comprometimento com o projeto. Organização do MHHOB � idealizadores sim, donos do movimento não. Fugir do modelo de equipe centralizada, hierarquizada. Não queremos �botar uniformes em todo mundo�. Bandeira do anti-capitalismo como central. Fora ALCA. Debates elaborados sobre cotas. Posicionamento: o rap americano, a Coca-cola, a Nike, o imperialismo. Questionar e confrontar as empresas que se envolvem com o h2, as outras organizações de h2, as pessoas que falam em nome do h2. Possibilidade de parcerias � �no campo o MST, na cidade o hip hop�. É preciso entender que não temos soluções, respostas prontas. �Aqui não tem abracadabra�. O MHHOB é a união dos nossos problemas. Ele ainda é abstrato, só existe nas nossas cabeças. Precisa ser construído.

Propostas (princípios e ações)

(Ghóez): MHHOB deve ter, como três bandeiras fundamentais, a luta contra o racismo, o machismo e o capitalismo. Também deve priorizar as expressões artísticas da nossa cultura, valorizando os 4 elementos (dj, mc, b.boy, graffiteiro) sem se ater de forma estática a eles � possibilidades com a capoeira, ritmos nordestinos etc.

(Lamartine): MHHOB deve ser autônomo e não compactuar com organizações que não compartilhem dos mesmos princípios. Além disso, deve ter um braço jurídico para administrar os recursos da organização (estes não devem ficar sob os cuidados de uma conta de pessoa física).

(Ghóez): MHHOB deve ter contato com o hip hop do mundo inteiro, especialmente da América Latina, e deve se posicionar politicamente com relação ao imperialismo.

(Gil BV): MHHOB não deve aceitar recursos vindos de empresas ligadas a bebidas, cigarros etc., por uma questão ética.

(Lamartine): MHHOB deve lançar-se nos Estados, nos próximos 2 meses, numa atividade desenvolvida de acordo com os contextos e possibilidades específicos. O objetivo é alcançar visibilidade política. O movimento também deve ter quadros políticos, contemplando os 4 elementos do hip hop, e os debates deverão ser feitos tanto com relação à questão de raça quanto à de classe não devemos cair nos vícios nem dos partidos nem dos movimentos negros. O desafio é que consigamos fazer uma discussão coerente e abrangente.

(Saroba): MHHOB deve ser uma organização política, artista e popular. Devemos atuar na formação de jovens e adultos, com a visão de inclusão social, digital e intelectual. Além disso, o movimento deve ter um caráter inter-racial.

(Deivison e Mara) MHHOB deve afirmar a continuação da luta do negro. Questionamento da proposta anterior, não no sentido de opor-se à participação do branco na cultura e na militância h2, mas entendendo a questão da resistência negra como intrínseca à história do movimento.

Todas as propostas foram transcritas e votadas pelo grupo, sendo em seguida proposto pelo Ghóez o desenvolvimento da carta de princípios ampliada, ficando ele mesmo responsável pela elaboração da mesma. O texto deverá ser enviado ao grupo, por e-mail, até o dia 14 de abril, para aprovação, após os possíveis aportes que se façam necessários.

Editais em Aberto

  • Fomento às Expressões das Culturas Populares
    • O Prazo para a entrega do projeto foi prorrogado para o dia 30 de Outubro. Edital

Notícias Relevantes

29/10/2005 - Negro X do Da Guedes Foi Preso
Ontem à noite no bairro Partenon em Porto Alegre, na companhia de cincos pessoas que se refugiaram dentro de uma casa onde foram capturados pela policia, em uma operação anunciada pelas forças policiais na luta contra o tráfico de drogas.
Com a prisão de Mano Brown em São Paulo, mais um membro da Cultura sofre com repressão policial contra a organização e elementos da comunidade, no interior de São Paulo também sofrem este tipo de ações e policiais ocupam a comunidade. Durante uma mega-ofensiva o tráfico de drogas na capital, na Quinta feira, foi preso um dos participantes do grupo de RAP Da Guedes Negro X, de 33 anos de idade, que estava no Morro da Policia nas e mediações do bairro Partenon.
Os Policias ouviram tiros e viram Negro X e outros correndo dentro de uma casa, cerca de cinco homens forma retirados da casa que foi retirada buchas de maconha e crack, além de três armas.
Isso foi uma noticia triste para todos nos da Cultura Hip Hop, por que sabemos do potencial de todos da Banda e do próprio X, na situação que a cultura está vivendo no PAÍS para nós aqui do Sul não foi boa notícia hoje, ele está encaminhado ao presidio central no próprio Partenon.
Esperamos que possamos ajudar mais um irmão se libertar da justiça. Nosso voto de confiança para que o parceiro possa se libertar.

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Topic revision: r89 - 17 Dec 2017 - 22:57:27 - PauloSantana

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